Um pomar, independente do tamanho, sempre traz grandes vantagens. Abrigar pássaros, proporcionar uma deliciosa sombra nos dias quentes e o maravilhoso praze de experimentar uma fruta fresquinha, cultivada com muito carinho e dedicação.
De preferência deve ser planejado para estar em terreno voltado para a face norte. Uma questão importante também é o efeito dos ventos no pomar. Algumas espécies como as mangueiras são muito sensíveis ao vento que provocam a derrubada das flores. Nesse caso deve-se improvisar quebra-ventos, se possível naturais, que resolvem bem o problema.
O pinus – Pinus patula – é muito indicado para isso. Existem 90 espécies de Pinus espalhados pelo hemisfério norte e algumas áreas tropicais e subtropicais. Na primavera, o pinus forma “candelabros” que são muito utilizados em artesanato como enfeites de natal.
O pinus tem preferencia por solo poroso, que permite a boa drenagem da água.
27 Nov
O quebra-vento do pomar
20 Nov
A saúde do solo, da planta e do homem
“A saúde do solo, das plantas, do animal e do homem são uma só coisa, indivisível.” – Hiroshi Seó
Os métodos do agricultor orgânico são comumente considerados como aplicáveis somente à pequena propriedade. No entando, é possível hoje, graças ao trabalho paciente de certos laboratórios, gozar das vantagens da agricultura orgânica, mesmo em lavouras grandes.
Para restaurar a saúde biológica do solo, basta inverter os enfoques convencionais. O que precisamos é alimentar o solo, não a planta, porque é o solo que alimenta a planta. Um solo são, por sí só, tem condições de alimentar corretamete as plantas e manter para sempre sua fertilidade.
11 Nov
O uso da adubação verde

O Cajanus cajan (L) Hunth é uma leguminosa originária da África Tropical, arbustiva, de flor amarela e folhas trifoliadas. Prefere climas quentes e úmidos; vegeta e produz bem em vários tipos de solo, não sendo exigente em fertilidade.
A adubação verde é usada para recuperar solos com baixa fertilidade. Essa técnica consiste na rotação ou no plantio consorciado de culturas. É feita sem nenhum outro tipo de adubação. Planta-se espécies vegetais específicas, que são roçadas e depois incorporadas à superfície do terreno. O importante é que a terra não fique sem cobertura vegetal. O ideal é usar o plantio consorciado, ou seja, plantar em conjunto com a planta da cultura principal uma espécie cujas características sejam:
O uso da adubação verde beneficia a terra em função da ação de suas raízes, que ajudam na formação de numerosos canais por onde passam o ar e a agua. As leguminosas apresentam pequenos nódulos nas raizes que tem o importante papel de retirar o nitrogênio do ar e transformá-lo em alimento para as plantas .
COMO PLANTAR
| Guandu | Plantio: início das chuvas Colheita: fim da estação seca. A massa a ser incorporada ao solo deve ser cortada quando começar a formação das primeiras vagens. |
|---|---|
| Mucuna-Preta | Plantio: início das chuvas Colheita: inicio da formação das primeiras vagens. |
| Mucuna-Anã | Semeadura: Início das chuvas, com espaçamento de 50 cm entre linhas, plantando 10 sementes por metro linear. Colheita: inicio da formação das primeiras vagens. |
| Crotalária | Semeadura: Início das chuvas, com espaçamento de 50 cm entre linhas, plantando 30 sementes por metro linear. Colheita: Fim das chuvas. |
| Tremôço | Semeadura: Depois do início das chuvas, com espaçamento de 50 x 20 cm entre linhas, semeando nas entrelinhas de culturas como o milho, a cada 20 cm. Colheita: A ramagem deve ser ceifada com rolo-faca logo após o florescimento. |
5 Nov
Quando o solo está doente
Uma planta é considerada planta indicadora quando nasce espontaneamente, sem ser plantada ou semeada, em uma determinada região, solo ou clima, que por ser mais adaptada a esta determinada condição ela apresenta vantagem no seu nascimento/crescimento e desenvolvimento em relação às outras plantas, inclusive às cultivadas. Neste caso ela pode ser caracterizada como uma erva daninha ou inço se aparecer em áreas de cultivos comerciais também podendo ser chamada de planta espontânea. **
Agumas ervas quando aparecem são indicativos de que existem problemas do solo. Veja algumas invasoras e o que elas indicam:
| AS PLANTAS INVASORAS | INDICAM |
| Barba-de-bode (Aristida pallens) | - pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade. |
| Capim-arroz(Echinochloa crusgallii) | - terra com nutrientes “reduzidos” em susbstâncias tóxicas. |
| Cabelo-de-porco(Carex spp) | -terra muito cansada. |
| Plantago maior – Tanchagem | -Solos com pouca aeração, compactados ou adensados.(b) |
| Capim-favorito(Rhynchelytrum roseum) | - terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente. |
| Capim-amoroso ou carrapicho(Cenchrus ciliatus) | - terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio. |
| Capim-marmelada ou capim papuã (Brachiaria plantaginea) | -terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco. |
| Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis) | - uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água. Típico de terras abandonadas e gastas, solos ácidos com baixo teor de Cálcio(abf) , impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade.(ab) Local que represa água.(a) Pouca fertilidade.(f) |
| Capim-seda(Cynodon dactylon) | - terra muito compactada e pisoteada. |
| Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) | - falta de cálcio. |
| Cravo-brabo(Tagetes minuta) | - terra infestada de nematóides. |
| Fazendeiro ou picão-branco(Gaslinsoga parviflora) | - terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre. |
| Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum) | - terra cansada, com baixa fertilidade. |
| Guanxuma ou malva(Sida spp) | - terra muito compactada e dura. |
| Lingua de boi(Rumex spp) | - excesso de nitrogênio. |
| Maria-mole ou berneira(Senecio brasiliensis) | - camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio. |
| Mamona (Ricinus communis) | - solo arenoso com falta de potassio. |
| Samambaia(Gleiquênia) | -solo ácido. |
Fonte: * cuidados com a terra – IDACO – 1994
- (a) (em português) PRIMAVESI, Ana. Agricultura sustentável. São Paulo: Nobel, 1992. 142p.
- (b) (em português) PEDINI, Sérgio. Produção e certificação de café orgânico. In: ZAMBOLIM, L. (Ed.). Café: produtividade, qualidade e sustentabilidade. Viçosa: UFV, Departamento de Fitopatologia, 2000. p. 333-360.
- (f) (em português) RICCI, Marta dos Santos Freire; NEVES, Maria Cristina Prata. Cultivo de café orgânico. Embrapa Agrobiologia, Sistemas de Produção, 2 – 2ª Edição ISSN 1806-2830 Versão Eletrônica, Dez./[2006].
- ** http://pt.wikipedia.org/wiki/Planta_indicadora
27 Out
Algumas dicas de plantio
As frutas devem ser colhidas no momento adequado, segundo a sua espécie, segundo a sua variedade e a utilização prevista. A maior parte delas podem amadurecer na planta e então serem consumidas. Outras necessitam serem colhidas de vez para terminarem a maturação – como por exemplo é o caso da banana. Qualquer que seja o caso, os frutos devem ser colhidos na época apropriada de maturação, de modo a se conseguir o melhor aroma e o melhor sabor. As diferentes espécies de fruteiras e suas variedades apresentam colheitas em diferentes épocas do ano. Assim, numa propriedade poderiam ser cultivados, é claro, respeitando-se as limitações de área:
|
Espécie
|
Podas de
|
Propagação
|
Adubação
|
Clima
|
Colheita
|
| Abacate
Persea americana Família: Lauráceas Altura.: até 12 m Espaçamento: 6m |
formação e limpeza |
Borbulhia, Enxertia, garfagem |
10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona |
Subtropical | Fevereiro
a Abril |
| Abacaxi
Ananas comosus Família: Bromeliaceas Altura.:até 1m Espaçamento: 2 x 2 |
não | Por filhotes em qualquer época do ano | 5 ltr Esterco; 100 gr F.Osso; 100 gr T.Mamona | Tropical | Janeiro aFevereiro |
| Abiu
Pouteria caimito Familia: Sapotacea Altura.: até 10m Espaçamento: 6m |
limpeza | sementia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | a partir do 2o. ano após o plantio |
| Acerola
Malpighia glabra Familia: MalpigiaceasAltura.: até 5m Espaçamento: 3m |
formação | sementia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e
Subtropical |
Novembro a Janeiro |
| Amora
Morus Nigra caimito Familia: SapotaceaAltura.: até 10m Espaçamento |
limpeza | estaquia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr;. T.Mamona | Quente | Novembro a Janeiro |
| Banana
Musa spp Família: Myrtaceas Altura: Até 7 m Espaçamento |
não | filhotes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | 12 a 16 meses após o plantio |
| Caqui
Diospyros kaki Família: Ebenaceae;Altura:6 m em pomar Espaçamento: 5m |
Limpeza, formação | sementes, enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Subtropical | Fevereiro a Abril |
| Caja-Manga
Spondias mombim Família: Anacardiaceae Altura: até 20 m Espaçamento |
formação da copa | sementes, enxertia e alporquia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical
e Subbropical |
a partir do 4o. ano após o plantio |
| Caju
Anacardium occidentale Família: Anacardiaceae Altura: até 6 m Espaçamento: 7 x 7 |
Formação de copa e de limpeza | sementes ou enxertia | 20 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical
e Subbropical |
Julho a janeiro a partir do 3º ano do plantio |
| Carambola
Averroa carambola Família: Oxalidaceae Altura: até 7m Espaçamento: 2 x 2 |
formação de ramos em excesso | sementes | 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona | Temperado
e Tropical |
em dezembro a partir do 3º de plantio |
| Ciriguela
Spondias purpurea Família: AnacardiaceaeAltura:: até 5mEspaçamento: 7 x 7 |
formação | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | |
| Coco
Cocos nucifera Família: Palmaceae Altura: até 7m Espaçamento: 5m |
não | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e Úmido | o ano todo |
| Figo
Ficus carica Família:Moraceas Altura: até 4 m Espaçamento: 2m |
formação e frutificação |
estacas de 40 a 60cm dos ramos | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Subtropical | Dezembro a Abril |
| Fruta do Conde
Annonna squamosa Família: Annonaceae Altura: até 6 m Espaçamento: 5 x 5 |
limpeza | sementes ou enxertia por garfagem | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | Fevereiro a Junho a partir do 4 ano de plantio |
| Goiaba
Psidium guajava Família: Myrtaceae Altura: até 10m. Espaçamento: 7 x 7 |
formação, limpeza e frutificação | sementes, estaquia ou enxertia por borbulhia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e Subtropical | Abril a Junho e Novembro a Fevereiro |
| Graviola
Anona muricata Família: Myrtaceae Altura: até 10m. Espaçamento: 7 x 7 |
formação e limpeza | sementes, estaquia ou enxertia por garfagem | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e Úmido | o ano inteiro a partir do 4º ano de plantio |
| Jaca
Artocarpus heterophyllus Família:MoraceaeAltura.: de 20 até 25m Espaçamento: 10 x 10 |
não | sementes, encostia- | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Subtropical | |
| Jabuticaba
Myrciaria cauliflora Família: Myrtaceae Altura: até 6 m Espaçamento: 8 x 8 |
formação | sementes, estaquia, enxertia, alporquia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e Subtropical | Setembro a Dezembro a partir do 6º ano de plantio |
| Jambo
Eugenia jambosa Família: Myrtaceae Altura.: até 15 m Espaçamento: 6 x 6 |
formação | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e Subtropical | a partir do 4º ano de plantio |
| Jenipapo
Genipa americana Família: rubiaceae Altura: 20 m Espaçamento: 10 x 10 |
não | sementes, enxertia, borbulhia, garfagem | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e Subtropical | Setembro a Março |
| Lichia
Litchi chinensis Família: sapindaceas Altura: 12 m Espaçamento: 4 x 4 |
formação e limpeza após colheita | sementes, enxertia e alporquia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | Novembro a Janeiro |
| Laranja
Citrus Família: RutáceasAltura.: até 10m Espaçamento: 5 x 5 |
formação e limpeza | sementes, enxerto por borbulhia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical úmido | Setembro a Março |
| Limão
Citrus Família: RutáceasAltura.: até 10m Espaçamento 6m |
formação e limpeza | sementes e enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical úmido | Janeiro a Abril |
| Kiwi
Actinidia Chinensis Família: RutáceasAltura.: trepadeira Espaçamento 4m |
formação e frutificação | sementes e enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e Úmido | 3 a 4º ano após o plantio |
| Mamão
Carica papaia Família: Caricaceae Espaçamento 2m |
desbaste | sementes | 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona | Tropical | o ano todo |
| Manga
Mangifera indica Familia: amacardiaceae Altura: até 10m Espaçamento: 8 x 8 |
não | enxertia por garfagem | 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona | Tropical | a partir do 2º ano de plantio |
| Mangostão
Garcinia mangostana Família: Gutiferas Altura: trepadeira Espaçamento: 12m |
limpeza | enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical, quente e úmido | Dezembro a Janeiro |
| Maracujá
Passiflora spp Família: Passifloraceae Altura: trepadeira Altura: trepadeira Espaçamento: 6m |
limpeza | sementes | 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona | Tropical | o ano inteiro |
| Melancia
Citrullus vulgaris Familia: cucurbitáceas Altura: rasteira Espaçamento: 4m |
frutos defeituosos | sementes, 3 a 4 por cova | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e úmido | |
| Melão
Cucumis melo Familia: cucurbitaceas Altura: rasteira |
brotos laterais | sementes, 3 a 4 por cova, a 5 cm de profundidade | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e seco | |
| Morango
Fragaria L Familia: rosaceasAltura: rasteira |
não | estacas e sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Ameno | 60 a 80 dias após plantio |
| Nectarina
Prunus persica Família: RosaceaeAltura: até 8m Espaçamento: 3m |
formação e frutificação | estacas e sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Temperado | Novembro a Dezembro |
| Nêspera
Eriobotrya japonica Família: RosaceaeAltura: até 8m Espaçamento: 3m |
de formação, limpeza | semente ou enxertia por garfagem | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Ameno | Maio a Outubro |
| Pêra
Pyrus communis Familia: rosaceasAltura: até 15mEspaçamento: 6m |
formação | enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Temperado | a partir do 5º ano de plantio |
| Pêssego
Prunus persica Família:Rosaceae Altura: até 8m Espaçamento: 6m |
formação e frutificação | estacas ou sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Temperado | Agosto a Março |
| Pitanga
Eugenia uniflora Família: Myrtaceae Altura: até 12m |
não | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | Outubro a Janeiro |
| Pitomba
Eugenia Luschnathiana Família: Myrtaceae Altura: até 12m Espaçamento: |
- | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical e Subtropical | Janeiro a Abril |
| Romã
Punica granatum Família: punicaceasAltura: até 5m Espaçamento:5m |
formação | sementes ou enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente | Novembro |
| Sapoti
Manilkara zapota Família: SapotaceaeAltura: até 15m Espaçamento: 8m |
enxertia, garfagem por borbulhia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical | ||
| Tamarindo
Tamarindus indica Família: LeguminosasAltura: até 25m Espaçamento: 12m |
formação | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Quente e úmido | Julho a Agosto |
| Tangerina
Citrus reticulata Família: RutáceasAltura: até 10m Espaçamento: 6 x 4 |
formação e frutificação | enxertia, garfagem por borbulhia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical úmido e Subtropical | |
| Umbu
Spondias tuberosa Família: anacafdiaceasAltura: até 6 m Espaçamento: 12m |
formação e limpeza | sementes | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Tropical |
Dezembro a Março
|
| Uva
Citrus reticulata Família: VitáceasAltura: trepadeira |
formação e frutificação | sementes, estaquia, enxertia | 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona | Ameno | Novembro a Março |
5 Out
As safras das frutas
Tão variada quanto o tipo e o sabor das frutas, é também a época da safra de cada uma. As diferentes espécies de fruteiras e suas variedades apresentam colheitas em diferentes épocas do ano. É possível, durante o ano inteiro, usufruir o sabor de cada mês, como pode-se ver na tabela abaixo:
| FRUTA | MÊS | LOCALIDADE |
| Abacaxi | Janeiro a Março | Paraíba e Minas Gerais |
| Açaí | Setembro a Novembro | Pará, Amazonas, Acre, Amapá e Maranhão |
| Acerola | Janeiro a Junho | Pernambuco, Bahia, RN e Paraíba |
| Banana | Abril a Dezembro | Bahia, S.Paulo, S.Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia e Amazônia |
| Caju | Setembro a Janeiro | Bahia, Ceará, RN, Piauí |
| Caqui | Fevereiro a Abril | S.Paulo, RS, Paraná, Minas Gerais |
| Carambola | Dezembro a Fevereiro | Pernambuco, Maranhão, Piauí |
| Cupuaçu | Novembro a Maio | Pará, Maranhão, Amazonas |
| Graviola | Agosto a Outubro | Ceará, Piauí, RN |
| Jaca | Outubro a Abril | Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí |
| Jambo | Novembro a Fevereiro | Amazonas, Maranhão, Pará |
| Manga | Outubro a Fevereiro | Bahia, Ceará, Paraiba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, S.Paulo |
| Melancia | Junho a Setembro | Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, S.Paulo |
| Pitanga | Junho a Agosto | Bahia, Pernambuco, RN |
| Tangerina | Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Sergipe, S.Paulo | |
| Umbu | Dezembro a Fevereiro | Bahia e Pernambuco |
Fonte: www.cantoverde.org
26 Set
A Colheita dos frutos do Pomar

O Caju é uma fruta de sabor agradabilíssimo, além de fonte de vitamina C, mais rico em ácido ascórbico que o limão e a laranja. O verdadeiro fruto do caju é a preciosa castanha. A polpa do caju contém hidratos de carbono, proteínas, gorduas e água. Seu suco contém boa quantidade de fósforo, cálcio e ferro.
A maior parte dos frutos podem amadurecer na planta, outros necessitam ser colhidos de vez para terminarem a maturação em casa (banana). Qualquer que seja o caso, o importante é que sejam colhidos na época apropriada de maturação, de forma a se conseguir o melhor aroma e sabor e a adequada conservação, quando isso for necessário.
CAUSAS QUE DETERMINAM A QUEDA DOS FRUTOS
Inúmeros são os fatores determinantes da queda dos frutos e das flores das árvores frutíferas. Uma atenta investigação local permitirá o diagnóstico do problema. De um modo geral, os fatores que concorrem para a queda das flores e/ou frutos são:
- Falta ou excesso de umidade – ausência de umidade é responsável pela redução da produção e concorre diretamente para a queda dos frutos. O excesso de água no solo é tão prejudicial ou mais do que a falta. Nos terrenos encharcados as folhas amarelecem e os frutos se desprendem devido à asfixia das raízes.
- Ação dos ventos – os ventos produzem pela sua intensidade a queda dos frutos. Podem-se evitar essas correntes aéreas construindo-se quebra-ventos.
- Mudança brusca das condições climáticas
- Fatores hereditários
- Solos Impróprios – cada planta apresenta exigências definidas para um determinado tipo de solo. Se a composição química e física for desfavorável, não se poderão esperar colheitas abundantes.
- Cargas excessivas
- Plantas de primeira floração
- Ataques de pragas e moléstias;
- Solos esgotados
- Falta de polinização
- Falta de afinidade na enxertia – o conhecimento desse assunto é importante para que se possa garantir constante produtividade das plantas. Ao se enxertar, deve-se tomar cavalo e cavaleiro pertencenes à mesma espécie.
- Ausência de luz – nenhum vegetal consegue florescer abundantemente à sombra. É para evitar esses inconvenientes que se estabeleceu em fruticultura um espaçamento adequado a cada espécie.
16 Set
Propagando frutíferas por Estaquia
A propagação de mudas por Estaquias, consiste em plantar um ramo que cria raízes próprias, transformando-se em nova árvore ou arbusto, em tudo semelhante à planta de origem. É muito utilizado para propagar trepadeiras e algumas árvores mais rústicas como por exemplo a amora.

Cortam-se pedaços de 15 a 40 cm de comprimento e de meio a dois centpimetros de diâmetro. As estacas são cortadas com tesoura de poda, em forma de bisel e as folhas e espinhos são retirados, deixando apenas 3 ou 4, cortadas ao meio. É recomendável molhar a ponta de cada ramo em hormônio enraizador antes do plantio. Podem ser enraizadas em caixotes ou sacos de plásticos com terra comum de jardim e plantadas em local definitivo após seu desenvolvimento. No caso do plantio de árvore, deixe o ramo nú.
12 Set
Propagando frutíferas por Mergulhia

O morango é uma fruta que por ser rasteiro, se propaga facilmente por esse método.
MERGULHO – É bastante simples. Consiste em enterrar um ramo à terra para que crie raizes próprias. Depois que o ramo desenvolver a raiz pode ser cortado da árvore mãe. Dessa forma está feita a nova muda.
9 Set
Propagando frutíferas por Borbulhia e Encostia

É o método de enxêrtia mais comum, feito com uma gema ou “olho” destacado do ramo com certa porção de casca. O pedaço da casca retirado para o enxêrto pode ter a forma triangular, quadrangular ou irregular, embora se use mais a forma aproximada de um triângulo.
Utiliza-se como enxerto a gema do ramo que se quer cultivar, fixando-a no porta-enxerto:
- Abra um corte no cavalo em forma de T invertido.
- Retire a gema da espécie que quer propagar.
- Acomode a gema com cuidado, no corte em “T” do cavalo e amarre bem os dois com fitilho plástico. É necessário cobrir bem a gema para evitar o surgimento de pragas ou doenças.
Quinze dias após, entorte a ponta do cavalo para que o enxerto cresça reto. O enxerto por borbulhia deve ser feito na primavera para as frutíferas tropicais e no inverno para as temperadas. As brotações posteriores do porta-enxerto devem ser eliminadas, mantendo apenas o enxertado.
ENCOSTIA – esse método é um dos processos mais simples de enxertia. Consiste em unir o porta-enxêrto e a estaca da planta a ser propagada. Basta fazer um corte lateral nas duas partes e juntá-las, amarrando um fitilho para que ocorra a união dos tecidos. Esse método é também conhecido como o inglês-simples. É importante deixar algumas folhas quando cortar a ponta do cavalo. É importante também unir casca com casca para favorecer a “solda”. Depois que a planta já estiver “soldada” no cavalo, com algumas folhas, o fitilho poe ser retirado.
Fonte: www.cantoverde.org











