O quebra-vento do pomar

Um pomar, independente do tamanho, sempre traz grandes vantagens. Abrigar pássaros, proporcionar uma deliciosa sombra nos dias quentes e o maravilhoso praze de experimentar uma fruta fresquinha, cultivada com muito carinho e dedicação.
De preferência deve ser planejado para estar em terreno voltado para a face norte. Uma questão importante também é o efeito dos ventos no pomar. Algumas espécies como as mangueiras são muito sensíveis ao vento que provocam a derrubada das flores. Nesse caso deve-se improvisar quebra-ventos, se possível naturais, que resolvem bem o problema.
O pinus – Pinus patula – é muito indicado para isso. Existem 90 espécies de Pinus espalhados pelo hemisfério norte e algumas áreas tropicais e subtropicais. Na primavera, o pinus forma “candelabros” que são muito utilizados em artesanato como enfeites de natal.
O pinus tem preferencia por solo poroso, que permite a boa drenagem da água.

A saúde do solo, da planta e do homem

“A saúde do solo, das plantas, do animal e do homem são uma só coisa, indivisível.” – Hiroshi Seó

Os métodos do agricultor orgânico são comumente considerados como aplicáveis somente à pequena propriedade. No entando, é possível hoje, graças ao trabalho paciente de certos laboratórios, gozar das vantagens da agricultura orgânica, mesmo em lavouras grandes.

Para restaurar a saúde biológica do solo, basta inverter os enfoques convencionais. O que precisamos é alimentar o solo, não a planta, porque é o solo que alimenta a planta.  Um solo são, por sí só, tem condições de alimentar corretamete as plantas e manter para sempre sua fertilidade.

O uso da adubação verde

Feijão Guandú

O Cajanus cajan (L) Hunth é uma leguminosa originária da África Tropical, arbustiva, de flor amarela e folhas trifoliadas. Prefere climas quentes e úmidos; vegeta e produz bem em vários tipos de solo, não sendo exigente em fertilidade.

A adubação verde é usada para recuperar solos com baixa fertilidade. Essa técnica consiste na rotação ou no plantio consorciado de culturas. É feita sem nenhum outro tipo de adubação. Planta-se espécies vegetais específicas, que  são roçadas e depois incorporadas à superfície do terreno. O importante é que a terra não fique sem cobertura vegetal. O ideal é usar o plantio consorciado, ou seja, plantar em conjunto com a planta da cultura principal uma espécie cujas características sejam:

- plantio  simples, através de sementes;
- plantas cujas raízes atinjam camadas diferentes do solo.
No pomar, pode-se plantar junto com as frutíferas o feijão Guandu, que é uma planta subsoladora e que também pode ser consorciada com a banana e o milho.

O uso da adubação verde beneficia a terra em função da ação de suas raízes, que ajudam na formação de numerosos canais por onde passam o ar e a agua. As leguminosas apresentam pequenos nódulos nas raizes que tem o  importante papel de retirar o nitrogênio do ar e transformá-lo em alimento para as plantas .

COMO PLANTAR

Guandu Plantio: início das chuvas
Colheita: fim da estação seca. A massa a ser incorporada ao solo deve ser cortada quando começar a formação das primeiras vagens.
Mucuna-Preta Plantio: início das chuvas
Colheita: inicio da formação das primeiras vagens.
Mucuna-Anã Semeadura: Início das chuvas, com espaçamento de 50 cm entre linhas, plantando 10 sementes por metro linear.
Colheita: inicio da formação das primeiras vagens.
Crotalária Semeadura: Início das chuvas, com espaçamento de 50 cm entre linhas, plantando 30 sementes por metro linear.
Colheita: Fim das chuvas.
Tremôço Semeadura: Depois do início das chuvas, com espaçamento de 50 x 20 cm entre linhas, semeando nas entrelinhas de culturas como o milho, a cada 20 cm.
Colheita: A ramagem deve ser ceifada com rolo-faca logo após o florescimento.

Quando o solo está doente

Uma planta é considerada planta indicadora quando nasce espontaneamente, sem ser plantada ou semeada, em uma determinada região, solo ou clima, que por ser mais adaptada a esta determinada condição ela apresenta vantagem no seu nascimento/crescimento e desenvolvimento em relação às outras plantas, inclusive às cultivadas. Neste caso ela pode ser caracterizada como uma erva daninha ou inço se aparecer em áreas de cultivos comerciais também podendo ser chamada de planta espontânea. **

Agumas ervas quando aparecem são indicativos de que existem problemas do solo. Veja algumas invasoras e o que elas indicam:

AS PLANTAS INVASORAS INDICAM
Barba-de-bode (Aristida pallens) - pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
Capim-arroz(Echinochloa crusgallii) - terra com nutrientes “reduzidos” em susbstâncias tóxicas.
Cabelo-de-porco(Carex spp) -terra muito cansada.
Plantago maior – Tanchagem -Solos com pouca aeração, compactados ou adensados.(b)
Capim-favorito(Rhynchelytrum roseum) - terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
Capim-amoroso ou carrapicho(Cenchrus ciliatus) - terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
Capim-marmelada ou capim papuã (Brachiaria plantaginea) -terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis) - uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água. Típico de terras abandonadas e gastas, solos ácidos com baixo teor de Cálcio(abf) , impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade.(ab) Local que represa água.(a) Pouca fertilidade.(f)
Capim-seda(Cynodon dactylon) - terra muito compactada e pisoteada.
Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum) - falta de cálcio.
Cravo-brabo(Tagetes minuta) - terra infestada de nematóides.
Fazendeiro ou picão-branco(Gaslinsoga parviflora) - terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum) - terra cansada, com baixa fertilidade.
Guanxuma ou malva(Sida spp) - terra muito compactada e dura.
Lingua de boi(Rumex spp) - excesso de nitrogênio.
Maria-mole ou berneira(Senecio brasiliensis) - camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
Mamona (Ricinus communis) - solo arenoso com falta de potassio.
Samambaia(Gleiquênia) -solo ácido.

Fonte: * cuidados com a terra – IDACO – 1994

Algumas dicas de plantio

As frutas devem ser colhidas no momento adequado, segundo a sua espécie, segundo a sua variedade e a utilização prevista. A maior parte delas podem amadurecer na planta e então serem consumidas. Outras necessitam serem colhidas de vez para terminarem a maturação – como por exemplo é o caso da banana. Qualquer que seja o caso, os frutos devem ser colhidos na época apropriada de maturação, de modo a se conseguir o melhor aroma e o melhor sabor. As diferentes espécies de fruteiras e suas variedades apresentam colheitas em diferentes épocas do ano. Assim, numa propriedade poderiam ser cultivados, é claro, respeitando-se as limitações de área:

Espécie
Podas de
Propagação
Adubação
Clima
Colheita
Abacate

Persea americana

Família: Lauráceas

Altura.: até 12 m

Espaçamento: 6m

formação e limpeza

Borbulhia, Enxertia, garfagem

10 lt. Esterco; 300 gr.
Far.Osso;

300 gr. T.Mamona

Subtropical Fevereiro

a Abril

Abacaxi

Ananas comosus

Família: Bromeliaceas

Altura.:até 1m

Espaçamento: 2 x 2

não Por filhotes em qualquer época do ano 5 ltr Esterco; 100 gr F.Osso; 100 gr T.Mamona Tropical Janeiro aFevereiro

Abiu

Pouteria caimito

Familia: Sapotacea

Altura.: até 10m

Espaçamento: 6m

limpeza sementia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical a partir do 2o. ano após o plantio
Acerola

Malpighia glabra

Familia: Malpigiaceas

Altura.: até 5m

Espaçamento: 3m

formação sementia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e

Subtropical

Novembro a Janeiro
Amora

Morus Nigra caimito Familia: Sapotacea

Altura.: até 10m

Espaçamento

limpeza estaquia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr;. T.Mamona Quente Novembro a Janeiro
Banana

Musa spp

Família: Myrtaceas

Altura: Até 7 m

Espaçamento

não filhotes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical 12 a 16 meses após o plantio
Caqui

Diospyros kaki

Família: Ebenaceae;Altura:6 m em pomar

Espaçamento: 5m

Limpeza, formação sementes, enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Subtropical Fevereiro a Abril
Caja-Manga

Spondias mombim

Família: Anacardiaceae

Altura: até 20 m

Espaçamento

formação da copa sementes, enxertia e alporquia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical

e

Subbropical

a partir do 4o. ano após o plantio
Caju

Anacardium occidentale

Família: Anacardiaceae

Altura: até 6 m

Espaçamento: 7 x 7

Formação de copa e de limpeza sementes ou enxertia 20 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical

e

Subbropical

Julho a janeiro a partir do 3º ano do plantio
Carambola

Averroa carambola

Família: Oxalidaceae

Altura: até 7m

Espaçamento: 2 x 2

formação de ramos em excesso sementes 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona Temperado

e

Tropical

em dezembro a partir do 3º de plantio
Ciriguela

Spondias purpurea

Família: AnacardiaceaeAltura:: até 5m

Espaçamento: 7 x 7

formação sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical
Coco

Cocos nucifera

Família: Palmaceae

Altura: até 7m

Espaçamento: 5m

não sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e Úmido o ano todo
Figo

Ficus carica

Família:Moraceas

Altura: até 4 m

Espaçamento: 2m

formação e frutificação

estacas de 40 a 60cm dos ramos 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Subtropical Dezembro a Abril
Fruta do Conde

Annonna squamosa

Família: Annonaceae

Altura: até 6 m

Espaçamento: 5 x 5

limpeza sementes ou enxertia por garfagem 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical Fevereiro a Junho a partir do 4 ano de plantio
Goiaba

Psidium guajava

Família: Myrtaceae

Altura: até 10m.

Espaçamento: 7 x 7

formação, limpeza e frutificação sementes, estaquia ou enxertia por borbulhia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e Subtropical Abril a Junho e Novembro a Fevereiro
Graviola

Anona muricata

Família: Myrtaceae

Altura: até 10m.

Espaçamento: 7 x 7

formação e limpeza sementes, estaquia ou enxertia por garfagem 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e Úmido o ano inteiro a partir do 4º ano de plantio
Jaca

Artocarpus heterophyllus

Família:Moraceae

Altura.: de 20 até 25m

Espaçamento: 10 x 10

não sementes, encostia- 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Subtropical
Jabuticaba

Myrciaria cauliflora

Família: Myrtaceae

Altura: até 6 m

Espaçamento: 8 x 8

formação sementes, estaquia, enxertia, alporquia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e Subtropical Setembro a Dezembro a partir do 6º ano de plantio
Jambo

Eugenia jambosa

Família: Myrtaceae

Altura.: até 15 m

Espaçamento: 6 x 6

formação sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e Subtropical a partir do 4º ano de plantio
Jenipapo

Genipa americana

Família: rubiaceae

Altura: 20 m

Espaçamento: 10 x 10

não sementes, enxertia, borbulhia, garfagem 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e Subtropical Setembro a Março
Lichia

Litchi chinensis

Família: sapindaceas

Altura: 12 m

Espaçamento: 4 x 4

formação e limpeza após colheita sementes, enxertia e alporquia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical Novembro a Janeiro
Laranja

Citrus

Família: Rutáceas

Altura.: até 10m

Espaçamento: 5 x 5

formação e limpeza sementes, enxerto por borbulhia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical úmido Setembro a Março
Limão

Citrus

Família: Rutáceas

Altura.: até 10m

Espaçamento 6m

formação e limpeza sementes e enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical úmido Janeiro a Abril
Kiwi

Actinidia Chinensis

Família: Rutáceas

Altura.: trepadeira

Espaçamento 4m

formação e frutificação sementes e enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e Úmido 3 a 4º ano após o plantio
Mamão

Carica papaia

Família: Caricaceae
Altura.: até 8m

Espaçamento 2m

desbaste sementes 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona Tropical o ano todo
Manga

Mangifera indica

Familia: amacardiaceae

Altura: até 10m

Espaçamento: 8 x 8

não enxertia por garfagem 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona Tropical a partir do 2º ano de plantio
Mangostão

Garcinia mangostana

Família: Gutiferas

Altura: trepadeira

Espaçamento: 12m

limpeza enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical, quente e úmido Dezembro a Janeiro
Maracujá

Passiflora spp

Família: Passifloraceae

Altura: trepadeira

Altura: trepadeira

Espaçamento: 6m

limpeza sementes 5 ltr Esterco; 100 gr Far.Osso; 100 gr T.Mamona Tropical o ano inteiro
Melancia

Citrullus vulgaris

Familia: cucurbitáceas

Altura: rasteira

Espaçamento: 4m

frutos defeituosos sementes, 3 a 4 por cova 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e úmido
Melão

Cucumis melo

Familia: cucurbitaceas

Altura: rasteira

brotos laterais sementes, 3 a 4 por cova, a 5 cm de profundidade 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e seco
Morango

Fragaria L

Familia: rosaceas

Altura: rasteira

não estacas e sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Ameno 60 a 80 dias após plantio
Nectarina

Prunus persica

Família: Rosaceae

Altura: até 8m

Espaçamento: 3m

formação e frutificação estacas e sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Temperado Novembro a Dezembro
Nêspera

Eriobotrya japonica

Família: Rosaceae

Altura: até 8m

Espaçamento: 3m

de formação, limpeza semente ou enxertia por garfagem 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Ameno Maio a Outubro
Pêra

Pyrus communis

Familia: rosaceasAltura: até 15m

Espaçamento: 6m

formação enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Temperado a partir do 5º ano de plantio
Pêssego

Prunus persica

Família:
Rosaceae

Altura: até 8m

Espaçamento: 6m

formação e frutificação estacas ou sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Temperado Agosto a Março
Pitanga

Eugenia uniflora


Família:
Myrtaceae

Altura: até 12m

não sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical Outubro a Janeiro
Pitomba

Eugenia Luschnathiana

Família: Myrtaceae

Altura: até 12m

Espaçamento:

- sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical e Subtropical Janeiro a Abril
Romã

Punica granatum

Família: punicaceas

Altura: até 5m

Espaçamento:5m

formação sementes ou enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente Novembro
Sapoti

Manilkara zapota

Família: Sapotaceae

Altura: até 15m

Espaçamento: 8m

enxertia, garfagem por borbulhia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical
Tamarindo

Tamarindus indica

Família: Leguminosas

Altura: até 25m

Espaçamento: 12m

formação sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Quente e úmido Julho a Agosto
Tangerina

Citrus reticulata

Família: Rutáceas

Altura: até 10m

Espaçamento: 6 x 4

formação e frutificação enxertia, garfagem por borbulhia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical úmido e Subtropical
Umbu

Spondias tuberosa

Família: anacafdiaceas

Altura: até 6 m

Espaçamento: 12m

formação e limpeza sementes 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Tropical

Dezembro a Março

Uva

Citrus reticulata

Família: Vitáceas

Altura: trepadeira

formação e frutificação sementes, estaquia, enxertia 10 lt. Esterco; 300 gr. Far.Osso; 300 gr. T.Mamona Ameno Novembro a Março

As safras das frutas

Tão variada quanto o tipo e o sabor das frutas, é também a época da safra de cada uma.  As   diferentes espécies de fruteiras e suas variedades  apresentam colheitas em diferentes épocas do ano. É possível, durante o ano inteiro, usufruir o sabor de cada mês, como pode-se ver na tabela abaixo:

O Sabor do Mês!
FRUTA MÊS LOCALIDADE
Abacaxi Janeiro a Março Paraíba e Minas Gerais
Açaí Setembro a Novembro Pará, Amazonas, Acre, Amapá e Maranhão
Acerola Janeiro a Junho Pernambuco, Bahia, RN e Paraíba
Banana Abril a Dezembro Bahia, S.Paulo, S.Catarina, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia e Amazônia
Caju Setembro a Janeiro Bahia, Ceará, RN, Piauí
Caqui Fevereiro a Abril S.Paulo, RS, Paraná, Minas Gerais
Carambola Dezembro a Fevereiro Pernambuco, Maranhão, Piauí
Cupuaçu Novembro a Maio Pará, Maranhão, Amazonas
Graviola Agosto a Outubro Ceará, Piauí, RN
Jaca Outubro a Abril Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí
Jambo Novembro a Fevereiro Amazonas, Maranhão, Pará
Manga Outubro a Fevereiro Bahia, Ceará, Paraiba, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, S.Paulo
Melancia Junho a Setembro Bahia, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, S.Paulo
Pitanga Junho a Agosto Bahia, Pernambuco, RN
Tangerina Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Sergipe, S.Paulo
Umbu Dezembro a Fevereiro Bahia e Pernambuco

Fonte: www.cantoverde.org

A Colheita dos frutos do Pomar

O Caju é uma fruta de sabor agradabilíssimo, além de fonte de vitamina C, mais rico em ácido ascórbico que o limão e a laranja. O verdadeiro fruto do caju é a preciosa castanha. A polpa do caju contém hidratos de carbono, proteínas, gorduas e água. Seu suco contém boa quantidade de fósforo, cálcio e ferro.

O Caju é uma fruta de sabor agradabilíssimo, além de fonte de vitamina C, mais rico em ácido ascórbico que o limão e a laranja. O verdadeiro fruto do caju é a preciosa castanha. A polpa do caju contém hidratos de carbono, proteínas, gorduas e água. Seu suco contém boa quantidade de fósforo, cálcio e ferro.

A maior parte dos frutos podem amadurecer na planta, outros necessitam ser colhidos de vez para terminarem a maturação em casa (banana). Qualquer que seja o caso, o importante é que sejam colhidos na época apropriada de maturação, de forma a se conseguir o melhor aroma e sabor e a adequada conservação, quando isso for necessário.

CAUSAS QUE DETERMINAM A QUEDA DOS FRUTOS

Inúmeros são os fatores determinantes da queda dos frutos e das flores das árvores frutíferas. Uma atenta investigação local permitirá o diagnóstico do problema. De um modo geral, os fatores que concorrem para a queda das flores e/ou frutos são:

- Falta ou excesso de umidade – ausência de umidade é responsável pela redução da produção e concorre diretamente para a queda dos frutos. O excesso de água no solo é tão prejudicial ou mais do que a falta. Nos terrenos encharcados as folhas amarelecem e os frutos se desprendem devido à asfixia das raízes.

- Ação dos ventos – os ventos produzem pela sua intensidade a queda dos frutos. Podem-se evitar essas correntes aéreas construindo-se quebra-ventos.

- Mudança brusca das condições climáticas

- Fatores hereditários

- Solos Impróprios – cada planta apresenta exigências definidas para um determinado tipo de solo. Se a composição química e física for desfavorável, não se poderão esperar colheitas abundantes.

- Cargas excessivas

- Plantas de primeira floração

- Ataques de pragas e moléstias;

- Solos esgotados

- Falta de polinização

- Falta de afinidade na enxertia – o conhecimento desse assunto é importante para que se possa garantir constante produtividade das plantas. Ao se enxertar, deve-se tomar cavalo e cavaleiro pertencenes à mesma espécie.

- Ausência de luz – nenhum vegetal consegue florescer abundantemente à sombra. É para evitar esses inconvenientes que se estabeleceu em fruticultura um espaçamento adequado a cada espécie.

Propagando frutíferas por Estaquia

A propagação de mudas por Estaquias, consiste em plantar um ramo que cria raízes próprias, transformando-se em nova árvore ou arbusto, em tudo semelhante à planta de origem. É muito utilizado para propagar trepadeiras e algumas árvores mais rústicas como por exemplo a amora.

Cortam-se pedaços de 15 a 40 cm de comprimento e de meio a dois centpimetros de diâmetro. As estacas são cortadas com tesoura de poda, em forma de bisel e as folhas e espinhos são retirados, deixando apenas 3 ou 4, cortadas ao meio. É recomendável molhar a ponta de cada ramo em hormônio enraizador antes do plantio.  Podem ser enraizadas em caixotes ou sacos de plásticos com terra comum de jardim e plantadas em local definitivo após  seu desenvolvimento. No caso do plantio de árvore, deixe o ramo nú.

Propagando frutíferas por Mergulhia

O morango é uma fruta que por ser rasteiro, se propaga facilmente por esse método.

O morango é uma fruta que por ser rasteiro, se propaga facilmente por esse método.

MERGULHO – É bastante simples. Consiste em enterrar um ramo à terra para que crie raizes próprias. Depois que o ramo desenvolver a raiz pode ser cortado da árvore mãe.   Dessa forma está feita  a nova muda.

Propagando frutíferas por Borbulhia e Encostia


É o método de enxêrtia mais comum, feito com uma gema ou “olho” destacado do ramo com certa porção de casca. O pedaço da casca retirado para o enxêrto pode ter a forma triangular, quadrangular ou irregular, embora se use mais a forma aproximada de um triângulo.

Utiliza-se como enxerto a gema  do ramo que se quer cultivar, fixando-a no porta-enxerto:

  • Abra um corte no cavalo em forma de T invertido.
  • Retire a gema da espécie que quer propagar.
  • Acomode a gema com cuidado, no corte em “T” do cavalo e amarre bem os dois com fitilho plástico. É necessário cobrir bem a gema para evitar o surgimento de pragas ou doenças.

Quinze dias após, entorte a ponta do cavalo para que o enxerto cresça reto. O enxerto por borbulhia deve ser feito na primavera para as frutíferas tropicais e no inverno para as temperadas.  As brotações posteriores do porta-enxerto devem ser eliminadas, mantendo apenas o enxertado.

ENCOSTIA – esse método é um dos processos mais simples de enxertia. Consiste em unir o porta-enxêrto e a estaca da planta a ser propagada. Basta fazer um corte lateral nas duas partes e juntá-las, amarrando um fitilho para que ocorra a união dos tecidos. Esse método é também conhecido como o  inglês-simples. É importante deixar algumas folhas quando cortar a ponta do cavalo. É importante também unir casca com casca para favorecer a “solda”. Depois que a planta já estiver “soldada” no cavalo, com algumas folhas, o fitilho poe ser retirado.

Fonte: www.cantoverde.org